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Estórias da Horta

A minha velhinha

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O meu príncipe mais velho ia hoje para Coimbra. O tempo chuvoso e o casaco dele descosido debaixo do braço.

Fui ajeitá-lo. Tinha que ser. Mas a minha querida velhinha não estava a colaborar. 

Cosia bem qualquer outro tecido, mas o tecido do casaco, que é meio plastificado, a linha cortava. Tentei, voltei a tentar. Vi ideias na net. Cosi com papel. Nada... A linha partia sempre ao 3º, 4º ponto...

Tive que ir para a máquina nova, e foi um instante.

Eu sei que a nova cose melhor, mas adoro a minha máquina de costura velhinha. Ela é sempre a minha primeira opção. 

 

Feito no passado

No tempo em que os guardanapos eram enormes, a minha mãe tinha alguns. 

Tinha uns que nunca usava. Eram 6. Grandes demais, mas com uma textura que me agradava. Pedi à minha mãe para os bordar. Cedeu-me dois.

Bordei uns pequenos motivos natalícios que adoro e servem para qualquer coisa, como tapar um bolo na época natalícia.

Deixaram de ser guardanapos.

 

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Feito no passado

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A minha mãe comprou um tecido. 

Eu olhei para ele e disse que seria para mim. Futuros lençóis.

Bordei-os a branco com laços e flores. A minha mãe colocou a bainha aberta, para dar uma graça.

Estes eram tempos em que nos preocupávamos com o enxoval.

Eu fui construindo o meu.

 

Pequenos arranjos

Por vezes guardamos roupa que já não serve: porque achamos piada à peça ou porque achamos que mais tarde poderá servir para alguém.

O Afonso quando bebé teve um casaco que adorávamos vê-lo com ele. Mais tarde o Mini vestiu-o. Guardei esse casaco que era de napa. Recentemente em arrumações vi que a napa estava toda quebrada e a desfazer-se. Aproveitei os botões e os emblemas que tinha e o resto foi para o lixo.

Aproveito sempre os emblemas pois mais tarde podem vir a ser úteis.

Na minha demanda de tapar buracos nas calças dos miúdos, um dos emblemas do casaco de bebé serviu na perfeição para tapar um buraco feio que tinha numas calças do Afonso.

 

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Já que estava a arranjar calças aproveitei e coloquei umas joelheiras noutras calças do Afonso. Estas por incrível que pareça não tinham buracos, mas tinham nos joelhos uma nódoas horríveis de erva, que não saíram por nada deste mundo. Agora o problema resolveu-se...

 

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E as calças ficaram prontas de novo para usar.

 

Feito no passado

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Podia ser feito no passado, mas a realidade é que é um projecto em construção. Ou, melhor, um projecto parado à mais de 18 anos. 

Uma toalha de mesa, em ponto de cruz, em tons de azul (adoro azul) que só tem um lado bordado e um canto.

Decidi ir à caixa buscar este projecto e irei terminá-lo. 

Acho que as linhas usadas já não existem, tenho que ir com tempo à retrosaria para encontrar um tom parecido.

 

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